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O cardeal pro-LGBT

Cardeal-arcebispo de Chicago convida o Pe. James Martin em meio a cancelamentos de conferências sobre LGBT

Revista ihu on-line

Quando uma porta se fecha, Deus abre uma janela. Ou, neste caso, um cardeal a abre.

Esse ditado vale para o padre jesuíta James Martin, quem, depois que uma série de palestras e eventos com ele terem sido cancelados nas últimas semanas, recebeu um convite na sexta-feira feito pelo cardeal-arcebispo Blase Cupich para falar à Arquidiocese de Chicago em duas noites durante o período da Quaresma.

A reportagem é de Brian Roewe, publicada por National Catholic Reporter, 22-09-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Este convite ao jesuíta feito pela arquidiocese coroa uma semana turbulenta em que Martin teve de se defender – como fez o fizeram dois bispos e vários analistas católicos – contra grupos católicos de extrema-direita que lançaram campanhas online procurando cancelar a participação do jesuíta, autor de um best-seller nos EUA, por desaprovarem o seu recente livro que trata de católicos LGBTs. Estas iniciativas resultaram, de modo notável, na retirada de um convite por parte da Theological College, faculdade de teologia da Universidade Católica da América, em que Martin iria palestrar no próximo encontro de ex-alunos.
No fim da noite de sexta-feira, a Arquidiocese de Chicago tuitou, e Cupich retuitou, que Martin irá proferir reflexões quaresmais na Holy Name Cathedralnas noites dos dias 22 e 23 de março.

“Fico feliz que o Cardeal Cupich tenha me convidado para falar na Arquidiocese de Chicago. Ele é um bispo aberto, inteligente e compassivo, e há bastante tempo tem sido um amigo dos jesuítas”, contou o padre, atual editor-geral da revista America. “Estou ansioso para conversar com as pessoas de Chicago sobre Jesus, que está no centro da minha vida e no coração de todos os meus ministérios”.

Um foco na figura de Jesus também estava programado para a palestra, agora cancelada, de Martin no, assim como era o tópico na terça-feira quando discursou a 2.500 diretores e professores da Arquidiocese de Nova York. Jesus foi também o tema escolhido para as palestras dos jesuítas no final de outubro durante o jantar da Ordem do Santo Sepulcro, na cidade de Nova York, e em um evento na cidade de Londres organizado pela CAFOD, agência de ajuda humanitária internacional da Igreja Católica na Inglaterra e País de Gales.

Estas três apresentações foram canceladas em meio a uma onda de protestos encabeçados por grupos católicos de extrema-direita, entre eles o Church Militant, o LifeSiteNews e o Fr. John Zuhlsdorf (ou “Fr. Z”, como é mais conhecido). Estes e outros grupos se opuseram à presença de Martin em tais eventos por causa de objeções ao seu mais recente livro, intitulado “Building a Bridge: How the Catholic Church and the LGBT Community Can Enter Into a Relationship of Respect, Compassion, and Sensitivity” (“Construindo uma ponte: como a Igreja Católica e a comunidade LGBT podem entrar em um relacionamento de respeito, compaixão e sensibilidade”, em tradução livre).

O livro, que já vendeu 25 mil exemplares nos EUA, volta-se para algumas formas como a Igreja poderia melhor ministrar a seus membros que gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais, e reflete sobre como ambos os lados poderiam construir um maior diálogo e entendimento. Embora Martin informe que a recepção ao livro tem sido “esmagadoramente positiva”, a sua publicação também trouxe uma reação negativa, por vezes pessoal, contra ele, em particular nas mídias sociais.

Cupich é o mais recente bispo a mandar um sinal de apoio a James Martin, que é um padre querido, popular, famoso por best-sellers e por aparecer frequentemente na imprensa, inclusive tendo atuou como o “capelão oficial” do programa “The Colbert Report”, do comediante Stephen Colbert. Em abril, o Papa Franciscoo nomeou consultor da Secretaria para as Comunicações, do Vaticano.

No começo desta semana, o cardeal-arcebispo da Filadélfia Charles Chaput e o bispo de San Diego Dom Robert McElroy publicaram artigos que contribuíram para sustentar a credibilidade de Martin como um evangelizador efetivo da Igreja, condenando também as campanhas voltadas a sujar a reputação do jesuíta. McElroy escreveu um texto sobre o livro “Building a Bridge”, assim como o fizeram o arcebispo de Santa Fe, Dom John Wester, o Cardeal Joseph Tobin, de Newark, Nova Jersey, e o Cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

O convite para ir à Arquidiocese de Chicago é o segundo que Martin recebeu desde que se tornaram públicos os cancelamentos para eventos com sua participação. A comunidade católica Holy Trinity, de Washington, ofereceu-se para recebê-lo no dia 30 de setembro, convite igualmente aceito por Martin.

O Pe. James Martin já fez aproximadamente duas dezenas de apresentações sobre o seu mais recente livro, incluindo palestras na Fordham University e na Villanova University.


Munilla pide que James Martin “sea amonestado” por su “barbaridad” sobre la castidad de los “LGTBI”

José Ignacio Munilla ha desautorizado públicamente al asesor del Papa para la secretaría de comunicación, James Martin, que aseguró que “los LGTBI no están llamados a la castidad”, y señala Munilla que el que tiene problemas de pureza no se suele llevar bien con el sexto mandamiento.

infovaticana

El obispo de San Sebastián ha querido desautorizar al sacerdote en su programa de Radio María Sexto Continente. Así, durante el programa del pasado lunes, y a la pregunta de una oyente, aseguró:

En medios religiosos salía la noticia de un jesuita que no es nuevo en la polémica, porque lleva tiempo siendo defensor de la causa del lobby homosexual. Este jesuita se llama James Martin, vive en Nueva York. La noticia que esta semana salía era que sostiene que los católicos LGTB (ya me parece incorrecto hablar de LGTB, que no deja de ser un lobby, y cuántas veces el Papa ha dicho que no le gustan los lobbys) no están obligados a practicar la castidad. 

Y sobre las palabras de Martin, Munilla señala la doctrina católica:

Obviamente la respuesta correcta la oyente ya la ha dado: Hay que decir que esa postura, tomada por el jesuita, es una infidelidad al magisterio de la Iglesia, segundo demuestra desconfianza en la gracia de Cristo y en tercer lugar es una falta de respeto hacia los propios homosexuales. ¿qué pasa, que son seres inferiores que no están llamados y no tienen la capacidad de vivir el Evangelio de Jesucristo?

Se basa en un argumento absurdo, diciendo que una doctrina no se convierte en tal hasta que no es aceptada por los fieles, y pone por ejemplo la doctrina de la Asunción de María a los cielos que cuando fue plenamente aceptada por los fieles es cuando la Iglesia proclama el dogma, y eso lo aplica al tema moral. Es absurdo. ¡Pero qué barbaridad!

Por este principio tan absurdo no se podría predicar ningún mandamiento. Los mandamientos de la Ley de Dios, suele ocurrir que a cada uno le molesta aquel que no cumple. Al que tiene un apego al dinero le suele molestar el séptimo mandamiento, el que tiene su corazón lleno de odios y rencores, el quinto mandamiento no le resulta simpática, y el que está siempre criticando y hablando mal de los demás no se suele llevar bien con el octavo mandamiento, y el que tiene problemas de pureza con el Sexto. Es decir, que es absurdo este planteamiento.

Y continúa diciendo Munilla:

Hay que decir que este jesuita ya ha recibido contestaciones bastante firmes, por ejemplo del arzobispo de Filadelfia, quien recientemente escribió una columna criticando la postura de este jesuita, y habló de las cartas de San Pablo, en las que claramente se refleja la inmoralidad de los actos homosexuales. 

Ya sé que para muchos es un disgusto oír cosas así, también la Iglesia tiene que aplicar sus principios de disciplina interna, porque los ministros de Dios no están para predicar sus ideas o ideologías personales, y cuando hacen un uso abusivo de la cátedra que la Iglesia le ha confiado y sustituye la predicación del mensaje de la Iglesia por sus ideologías personales, obviamente tendrá que ser amonestado y llamado a la disciplina de la Iglesia. Oremos por ello.

Leitor Contra-Revolucionário

Arauto do Evangelho e admirador de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira. Leitor de notícias do que outrora chamávamos Igreja...

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  • Lluvia de Fuego

    Este sacerdote se está haciendo común en este sitio. Cada hora tiene una polémica sobre él.
    He hablado mi opinión sobre él en otros temas. Y ahora hay gente grande apoyándolo.
    El infierno está lleno de malos sacerdotes.

  • Pedro Morato

    Absurdo e ironia maligna: o cardeal-arcebispo da Filadélfia, Charles Chaput, e o bispo de San Diego, Robert McElroy, sustentaram o gayzista James Martin como evangelizador efetivo da Igreja, condenando também as campanhas voltadas a SUJAR a reputação do jesuíta. REPUTAÇÃO? Como têm este cardeal e bispo tamanha falta de vergonha, desfaçatez, impudor, cinismo, de defender esse corruptor de católicos? E Francisco também nada diz, obviamente, pois este é um dos pontos sagrados do magistério da ONU para Urbi et Orbi!
    Francisco deixa avançar a podridão através de seu próprio assessor!
    Críticas de um bispo: Francisco é contra lobbys e deixa seu lobbista solto a favor dos LGBT… Deixa ir adiante essa infidelidade ao magistério da Igreja! Permite a desconfiança na graça de Cristo! E ademais, demonstra falta de respeito para com os próprios homossexuais, que ficam como seres inferiores que não são chamados e não têm a capacidade de viver o Evangelho de Jesus Cristo. Que contraste!!! Com os Arautos, fiéis à Igreja, a perseguição. Com o jesuíta…

  • Paxparabellum

    “Luz que não ilumina e sal insosso…”

    São Nilo no séc. V, profetizou: “As pessoas dos tempos do anticristo tornar-se-ão irreconhecíveis… a inteligência dos homens será obscurecida pelas paixões carnais: a degradação e o desregramento acentuar-se-ão. Essas pessoas serão desumanas e como autênticos animais selvagens, por causa das tentações do Anticristo. A luxúria, o adultério, a homossexualidade, as ações secretas e a morte serão a regra da sociedade.”

    Agora o que dói é que toda essa podridão penetrou até no santuário, e aquelas mãos sagradas feitas para abençoar, flagelam atrozmente a Santa Igreja.

  • Paxparabellum

    “Então o senhor desse servo virá no dia em que ele não o espera e na hora em que ele não sabe, e o despedirá e o mandará ao destino dos hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 24,50,51)

  • Ceres de Andrade Paes

    A Igreja Católica Apostólica Romana deve seguir fielmente!!!o Catecismo da Igreja Católica,e não agora,quererem mudar aquilo que convém a muitos!!!por ideologias pessoais!Dentro da própria Igreja Católica.há muita Imoralidade e isso é pecado!!!Quando um religioso,um sacerdote,um consagrado faz votos de pobreza,humildade e castidade,assim deve ser!!!Quem mente,peca!
    No artigo acima,gostei:
    “…Ya sé que para muchos es un disgusto oír cosas así, también la Iglesia tiene que aplicar sus principios de disciplina interna, porque los ministros de Dios no están para predicar sus ideas o ideologías personales, y cuando hacen un uso abusivo de la cátedra que la Iglesia le ha confiado y sustituye la predicación del mensaje de la Iglesia por sus ideologías personales, obviamente tendrá que ser amonestado y llamado a la disciplina de la Iglesia. Oremos por ello.”

  • Ceres de Andrade Paes

    Deus fez tudo segundo a VONTADE D”ELE.Sendo profissional da área da Saúde,digo-lhes que realmente pode existir pessoas que já nascem com seus hormônios sexuais alterados e daí,existirem pessoas com características mais afeminados e tb.mais masculinizados.Se já nasceram assim,então não é pecado.Porém,se pessoas sexualmente normais,optam mudarem seu comportamento e adotarem outra opção sexual,isso sim deve ser questionado,cuidado e levado em consideração.Pois pessoas assim podem querer introduzir essa ideologia de Gênero gradativamente na sociedade e isso vai destruindo aos poucos,TUDO!!!de bom que uma Família deve ser:À Imagem e semelhança de Deus.
    A Igreja Católica deve ser preservada de escândalos imorais!

    • Hugo

      Tendências e tentações não são pecados em si. Mas a pessoa, assim que identificar uma tentação ou tendência desordenada, deve obviamente agir contra, deve fazer imperar a Razão sobre a Sensibilidade, sob risco de ficar inferior aos animais.

      • Ceres de Andrade Paes

        Salve Maria,Sr.Hugo,

        Não disse que tendências e tentações são pecados .Se uma pessoa nasce com hormônios em desequilíbrio,são pessoas normais,porque elas não pediram para nascer assim.Mas…se no decorrer da vida,após o nascimento, a pessoa OPTA conscientemente a mudar sua conduta sexual aí sim, eu considero ser pecado.Ninguém!!!tem o Direito de mudar o que Deus criou!É a minha opinião!

        Tenho conhecidos que são homossexuais e são boas pessoas.Nunca os desprezei e nem os discriminei.

        Repito:A Igreja Católica deve ser preservada de escândalos imorais!”Caso contrário, voltaremos a viver e ver dentro da Igreja Católica imoralidades e orgias como os povos na antiga Grécia e Roma….Isso deve ser evitado!

        O que eu escrevi e deixei claro foi:

        “Porém,se pessoas sexualmente normais,optam mudarem seu comportamento e adotarem outra opção sexual,isso sim deve ser questionado,cuidado e levado em consideração.Pois pessoas assim podem querer introduzir essa ideologia de Gênero gradativamente na sociedade e isso vai destruindo aos poucos,TUDO!!!de bom que uma Família deve ser:À Imagem e semelhança de Deus.
        A Igreja Católica deve ser preservada de escândalos imorais!”

  • Luiz Morato

    A respeito desses pecadores São Paulo disse:” Não os iludais,pois não entrarão no reino dos Céus.” E o fogo do inferno é milhares de vezes mais quente que o fogo da Terra.Se não irão para o céu,é para o inferno que irão.

  • Fernando Alba

    Se este cardeal é “amigo dos Jesuítas (destes tipos aí)”, então é mais um que não presta também!

  • H. Gobbi

    Depois desse Blase Cupich ter sido criado cardeal, não me surpreenderia de o pe. James Martin ser ordenado bispo…
    Muita coincidência com as nomeações na época de Paulo VI, em colocar uma corja de prelados homossexuais nos Estados Unidos e em vários lugares do mundo…
    Exurge Deus!!!

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