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Consultor do Vaticano: “os católicos LGBT não são obrigados a praticar a castidade”

James Martin defende que os católicos LGBT não são obrigados a praticar a castidade

Revista ihu on-line

Após ter suportado os ataques dos ultraconservadores, o jesuíta e assessor do Papa Francisco, James Martin, se sente forte. Forte para seguir pregando suas palavras proféticas para toda a Igreja e, desta vez, insistindo em que os católicos LGBT não são obrigados a praticar a castidade.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 22-09-2017. A tradução é do Cepat.

Em um vídeo postado nesta quarta-feira, no Youtube, o padre Martin recorreu à tradição teológica que sustenta que uma doutrina não se torna tal, enquanto não for aceita por todos os fiéis. “Uma tradição que muita gente não sabe muito”, sustenta o jesuíta, “já que apenas se falou dela nos últimos trinta ou quarenta anos”.

Este tipo de recepção de uma doutrina, continuou Martin, sim, ocorreu no caso das doutrinas que subjazem as festas da Igreja, por exemplo, mas não em relação à disciplina sexual.

“Para que uma doutrina se torne normativa”, explicou o jesuíta, “é de se esperar que seja recebida pelo povo de Deus. Assim aconteceu com a Assunção, por exemplo. Declarou-se a Assunção e as pessoas aceitam. Vão à festa da Assunção, acreditam na Assunção e é recebida”.

Contudo, “a doutrina que as pessoas LGBT devem ser celibatárias por toda a sua vida – não apenas antes do matrimônio, como é para a maioria, mas por toda a vida – não foi recebida”, continuou Martin. Situação que expõe a questão “teológica” acerca do que a Igreja pode fazer com esta não aceitação, por parte dos LGBT, de uma doutrina dirigida especificamente a eles, a qual devem prestar atenção “os bispos e as pessoas LGBT”.

E mais: o fato da Igreja se fixar tanto nos assuntos LGBT é apenas o resultado de uma “má interpretação” do verdadeiramente importante na teologia moral. Muitas vezes, lamentou, a obsessão com a sexualidade dos gays, por parte de católicos de extrema-direita, é também o resultado de um “medo” que sentem de sua própria “sexualidade complexa”.

Todavia, ao fim e ao cabo, denunciou Martin, continua provocando estragos na Igreja o paradoxo de se considerar o celibato um dos mais preciosos carismas evangélicos, ao mesmo tempo em que é imposto sobre as pessoas de diferentes orientações afetivas. “Supõe-se que o celibato é um dom, ou algo que você escolhe”, refletiu o sacerdote. Contudo, “em termos de Catecismo, é uma obrigação, e os LGBT a consideram uma imposição”.


Vaticano renova acordo com jesuítas para gestão de seus meios de comunicação

A Secretaria para a Comunicação da Santa Sé renovou na quinta-feira, 21 de setembro, a colaboração com a Companhia de Jesus para a gestão dos meios de comunicação dependentes do Vaticano. O Pe. James Martin é conselheiro da Secretaria para a Comunicação do Vaticano. Ver notícia


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Leitor Contra-Revolucionário

Arauto do Evangelho e admirador de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira. Leitor de notícias do que outrora chamávamos Igreja...

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  • Leão vigilante

    Que coisa ridícula! Se não são obrigados a praticarem a virtude angélica imagine então as outras.

  • Cathy Pam

    Meu Deus! Quanta imundície sai da boca deste James Martin!
    Quer dizer que nós, católicos que tentamos seguir os mandamentos de Deus (não pecar contra a castidade), que formamos família (homem + mulher = filhos) criticamos a sexualidade dos lgbts porque temos problemas com nossa sexualidade?? Alguém cala a boca deste senhor, por favor! É inacreditável o que tenho visto sair de dentro do papado Bergogliano, este ficará para a história! Duas coisas tenho certeza: tem um cantinho fulmegante nas profundezas do inferno reservado para este James Martin e a homossexualidade é filhote de satã, não tenho mais dúvidas. Tende misericórdia de nós, Senhor!

  • Lluvia de Fuego

    ¿Tradición dice?
    Como ese tipo puede hablar tan tonto, y peor, llevar muchas almas al infierno.
    La homosexualidad es un pecado que clama por venganza. Está en las sagradas escrituras. ¿Y él con su “reciente tradición” quiere romper eso?
    Eso me huele mal. Él quiere sí es poder vivir sin el celibato.
    ¿Este es el tipo de frontman que Francisco quiere para la Iglesia?
    Lo que puede, puede, y lo que no puede, no puede y listo.
    Estos homosexuales siempre se consideran víctimas. “Es una imposición”.
    Por favor. Vaya a rezar y salvar su alma.

  • Pedro Morato

    O Pe. James Martin, conselheiro da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, não está tendo o mínimo temor de ser repreendido no próprio Vaticano. Por que esse jesuíta fala tão abertamente a favor da homossexualidade? Só se pode entender que tenha um apoio graúdo, alto e poderoso dentro do Vaticano. E sobretudo, porque está dentro da Agenda mundial da ONU, a quem Francisco reverencia e segue o programa… como foi noticiado.

    Um professor austríaco, que levantou apenas ‘receios’ de que a moral católica estaria sendo destruída, foi sumariamente demitido de seu posto de professor pelo bispo local!!! Quanta intolerância para com quem ‘sussurra’ algum comentário, e quanta tolerância e apoio a quem defende desabridamente um atentado escandaloso à moral católica. É necessário bradar do alto dos telhados para alertar, e ao mesmo tempo pedir a intervenção de Deus na sua Igreja.

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