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Bispo que promove o caos, com ares de “conservador”

A imprensa mundial fez eco ao escândalo acontecido na pequenina cidade espanhola de Ceuta (enclave histórico-militar em território africano), no 27 de agosto passado, quando um ídolo pagão (um tal de “Ganesh” manipanso, quatri-braço, cabeça de elefante…) entrou “processionalmente” no Santuário de Nossa Senhora da África, padroeira da cidade; e protetora do continente que viu nascer Santo Agostinho e Santa Mónica, e viu subir aos céus os mártires de Cartago por recusaram jogar incenso aos ídolos, além dos mártires de Uganda que preferiram morrer queimados vivos, a violar a castidade, diante de um rei que hoje seria denominado apenas “homoafetivo”.

Esse ídolo gorduchinho não entrou no tempo por acaso, mas em direta combinação com o sacerdote responsável, o qual é também Vigário Geral desse enclave católico nos imensos territórios muçulmanos do norte africano: o Pe. Juan José Mateos. O presbítero acolheu as poucas dezenas de adoradores (de óculos escuros), mandou cantar uma “Salve Rainha”, e recebeu uma “oferenda floral” que os idólatras levaram à Virgem Puríssima, terrível como um exército em ordem de batalha… (Ver notícia)

Escândalo! Imediato comunicado do bispo, D. Rafael Zornoza Boy, em que lamenta “a aceitação dentro do Santuário do Padroeira de Ceuta dos membros da comunidade hindu carregando estatuas de uma das divindades por eles venerada”, o qual, segundo D. Rafael, “foi errado e é um fato reprovável, que não deveria ter sido consentido” (infocatolica).

O Sr. bispo “deseja expressar sua profunda dor por este fato lamentável que causou danos, confusão ou escândalo na comunidade cristã e, como representante da igreja em Cádiz e Ceuta, pede perdão a todos os que, por esta ação, foram feridos, escandalizados ou confundidos em sua fé”.

Não apenas palavras, mas fatos: “O Sr. Vigário de Ceuta e pároco do santuário, devidamente admoestado por permitir estas ações, lamentou os fatos. Reconheceu que foi um erro permitir a entrada dessas estatuas”, pelo que “lamenta o dano que tenha podido causar aos fiéis e aceita sua total responsabilidade, apresentando sua renúncia, que foi aceita”.

Vigario

Bom! Estamos diante de um verdadeiro pastor de ovelhas? Como aqueles que Nosso Senhor quis quando institui o episcopado? Daqueles que tão emotivamente canta o papa São Gregório Magno na sua maravilhosa “Regula Pastoralis”: “O pastor tem uma grande responsabilidade: a salvação das almas, e esta é a arte das artes, pois dele depende a salvação de seus súditos”? Pareceria…

A imprensa ressalta o fato da drástica medida dever-se ao fato de D. Rafael ser “muito conservador” (diariosur).

Rafael Zornoza, já conhecido pelas suas atitudes caóticas

Já era conhecido este D. Rafael, por ter negado autorização para ser padrinho de batismo, em 2015, a um transexual, uma vez que o direito da Igreja pede como condições indispensáveis para se essa importante missão (fazer crescer na fé ao novo cristão) uma “vida em consonância com a fé e a missão que vai assumir” no candidato a padrinho (c. 874). Não é preciso dar explicações a respeito do óbvio.

Na época, acendeu-se a polémica, e até a Congregação para a Doutrina da Fé foi chamada a dar seu parecer sobre o caso. E o dicastério romano declarou oficialmente que tal comportamento do aspirante a padrinho “manifesta publicamente uma atitude oposta à exigência da moral de resolver o próprio problema da identidade sexual segundo seu próprio sexo” (elpais)

Porém… depois de repetidas proibições, o bispo… cedeu! Em contradição aberta com quanto tinha defendido antes, e com o parecer do dicastério vaticano.

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Assim aparece na manchete dos jornais espanhóis poucos meses depois: “O bispo de Cádiz autoriza agora a um transexual a ser padrinho de batismo” (abc.es).

Desconcerto, confusão, caos… organizado! Pelo “bispo conservador” que afirma que o fato “causou danos, confusão ou escândalo na comunidade cristã”, e finge pedir perdão aos que “foram feridos, escandalizados ou confundidos em sua fé”. Mas depois… escandaliza, fere, provoca confusão. Por que?

Os chorinhos dos pagãos por verem-se assim tratados

Agora, com motivo do ídolo hindu, o mesmo joguinho: declaração retumbante do bispo, demissão do vigário, lamento público do prelado por “ter causado danos, confusão ou escândalo na comunidade cristã”…

Poucos dias depois dos fatos, é publicada uma carta indignada de um dos pagãos responsáveis de tal ato idolátrico! Premi Mirchandani, quem proclama ser de religião hindu, e afirma peremptoriamente que o ato foi “de adoração ao deus Ganesh” o qual é “o deus mais venerado na Índia” (periodistadigital.com). Por tanto não há dúvidas: trata-se de um ato de idolatria que ele queria promover, e promoveu; e contou com o aval do vigário “católico”.

Premi Mirchandani

Confirma ainda, o pagão, que a “procissão” até a linda e histórica capela da Padroeira de África já vem sendo feito desde há mais de oito anos… sempre com licença do vigário Pe. Juan José Mateos. Conivência total desse sacerdote!

Porém, afirma o tal Mirchandani estar “ferido, acabrunhado”, e não conseguir entender “o motivo da demissão de nosso vigário”. Sublinhamos o “nosso” pois pareceria que ele tem algo a ver com a paróquia, que ele despreza adorando ídolos de barro “que tem boca e não falam, tem olhos e não vem, tem orelhas e não ouvem, tem narinas e não sentem, tem mãos e não apalpam, tem pés e não caminham, da sua boca não saem sons”, como canta o salmo 115, o qual conclui: “seja como eles quem os fabrica”. O Mirchandi foi quem fabricou esse boneco gorducho com cabeça de elefante, levando processionalmente ao tempo da Virgem de África, e recebido solenemente pelo pároco.

Conclusão do pagão: “Vou pedir ao bispo que se desculpe ante os hindus de Ceuta, de Espanha e de todo o mundo”; e também “vou pedir que se desculpe ante a comunidade cristã”. Mais ainda: “Vou pedir que o vigário geral continue no seu cargo”. As palavras desse tal Mirchandi terão algum peso na Igreja Católica?

Outro pagão, Ramesh Chandiramni, que se apresenta como presidente da comunidade hindu de Ceuta, anuncia que um tal de “comité executivo da comunidade hindú de Ceuta” vai escrever a Francisco para reclamar contra a posição do sr. bispo. E argumenta: “no final das contas, não somos tão diferentes, pois todos procedemos de uma divindade única” (abc.es). Então, tanto faz como tanto fez adorar Jesus Cristo, Homem-Deus, como um ídolo de barro com cabeça de elefante, ou até satanás: eu “adoro” o que eu gosto…

Bom! Se o bispo foi tão “radical” de tomar medidas imediatamente, a fim de reparar os “danos, confusão ou escândalo na comunidade cristã”, pedindo desculpas aos católicos que, pelo abominação realizada “foram feridos, escandalizados ou confundidos em sua fé”, imaginamos que vai continuar a defender as ovelhas do rebanho de Cristo, nosso Redentor… e não vai ceder diante dos Chandiramni e Mirchandi.

Ingenuidade… IN-GE-NUI-DA-DE!!! Se existissem letras maiores do que as maiúsculas repetiríamos novamente o termo: quem pensa que o bispo “conservador” vai agir segundo “sensus Ecclesiae”, segundo a “Regra Pastoral” de São Gregório, segundo as recomendações de S. Paulo nas suas epístolas a S. Tito e S. Filemon, é um “INGÊNUO”, em maiúsculo, negrito e sublinhado.

Os fatos escandalosos de “adoração ao deus Ganesh” deram-se a 27 de agosto. No dia seguinte, 28, o bispo D. Rafael publicou seu comunicado e demitiu o vigário. Porem, no dia 6 de setembro os jornais noticiam: “O bispo e a comunidade hindu chancelam a paz” (ceutaldia.com). Eis o texto:

“O bispo D. Rafael Zornoza Boy, entrou em contato com a comunidade hindu de Ceuta para manifestar seu respeito e lhes comunicar que ‘as portas do templo de Nossa Senhora de África’ estão abertas aos hindus, e para lhes anunciar sua próxima visita à cidade. Assim ficou para trás a polémica visita de Ganesh à Virgem de África, um encontro entre deidades”.

O bispo foi ainda mais submisso diante do pagão: Ele comprometeu-se a visitar a cidade para pedir desculpas pessoalmente “num prazo de quinze dias”. E, é claro, não podia faltar, o vigário que acolheu o ídolo no templo sagrado, e mandou cantar a Salve Regina foi readmitido no seu cargo… dobrou-se a todas as exigências do Mirchandi.

O vigário readmitido

O que mais falta?

Um antigo rei grego, Antigono, morto mais de 200 anos antes de Cristo, já sabia o mal que fazem os “amigos” falsos; dele a conhecida exclamação que foi cunhada em linguagem moderna como: “livrai-me, Senhor, de meus amigos, que de meus inimigos me livro eu!”. E que podemos atualizar, na atual quadra histórica: “Senhor Jesus misericordioso e justo, livrai-nos de nossos ‘amigos bispos conservadores’, que os vossos inimigos os confutamos nós!”.

 

Jerônimo de Estridão

São Jerônimo, o amigo dos leões, “pode ser considerado o padroeiro do espírito polemico. Ele representa na Igreja, por excelência, o espírito de polêmica. Ele dava respostas de fogo e admiráveis, deixando todos tremendo diante dele. Este é o zelo da Casa de Deus que devora o homem. É uma coisa santíssima: ser um gládio vivo de Deus! Não conheço elogio maior!” (Plinio Corrêa de Oliveira, 30/9/64)

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