Ir para conteúdo

Resposta-denúncia a “O Mensageiro de Santo Antônio”

De que lado estão os “transparentes” franciscanos? Da Igreja ou da anti-igreja?

Introdução

Quando tudo parecia pressagiar bonança após impiedosa campanha de ataques contra os Arautos do Evangelho, seus inimigos eclodem novamente de seus mais recônditos covis.

De que forma?

Seus assaltos seriam outra vez como os disparos sensacionalistas do “imparcial” Andrea Tornielli? Seria agora movida por ressentimentos rancorosos de egressos? Um ataque terrorista perpetrado por grupos subversivos, comum nos áureos tempos da TFP?

De modo algum. Desta vez, trata-se de inaudita investida por parte de filhos do doce Santo de Assis… daquele que, diga-se, fora chamado no seu tempo de “arauto do Evangelho”.[1]

Numa reportagem de capa intitulada “Arautos do Evangelho: conduta sob suspeita”, a revista franciscana Mensageiro de Santo Antônio, de setembro de 2017 (n. 607), dedica nada menos que seis páginas para repetir e acrescentar catilinárias contra esta ilibada Associação Pontifícia. As acusações são as mais diversas como veremos a seguir.

Não bastava que fosse ela recentemente culpada de promover o satanismo ou mesmo tramar a morte de Francisco… Era necessário derramar mais sangue inocente com o punhal da injustiça. E, desta vez, da parte daqueles que deveriam ser nossos irmãos na mesma Fé católica…

↑ Ir ao início ↑

I – Motivos: Será que os franciscanos traíram a São Francisco?

Quais seriam os motivos mais profundos?

É de conhecimento geral que os Arautos colaboraram financeiramente, sem pretensões, em diversas obras assistenciais promovidas pela família franciscana no Brasil.[2] Pois bem, a retribuição dos minoritas com o tiroteio de acusações é de todo inexplicável, ao menos à primeira vista. Contudo, após reflexão atenta, brotam espontaneamente alguns questionamentos:

  1. Tratar-se-ia de uma emboscada financeira para conquistar mais espaço no mercado editorial? Não podemos sabe-lo, mas o certo é que Mensageiro de Santo Antônio possui hoje, após quase 60 anos de atuação, tiragem de míseros 23 mil exemplares (segundo consta). Já a revista Arautos do Evangelho, fundada sob os auspícios de Mons. João Clá há apenas 16 anos, alcança um público 21 vezes maior: 500 mil. A comprovar a má fé deste ato, como conciliá-lo com o esponsalício com a Dama Pobreza tão apregoado pelo Poverello?
  2. A nova invectiva franciscana teria ocorrido em retaliação à simples republicação em nosso site Residuum Revertetur da matéria Francisco e Franciscanos: “Não é comunismo”? Ou ainda por nossa sugestão de visita apostólica à Congregação para os Religiosos dirigida pelo franciscano Dom Carballo que quase arruinou a Ordem Seráfica?
  3. A reportagem se indaga a respeito do surpreendente crescimento dos Arautos, mesmo nesta época de tormenta para nós e, consequentemente, para a Igreja. Teriam os frades menores motivações de inveja? Ocultas ambições? Neste caso, como coadunar esta prática espúria com a harmonia entre as ordens religiosas tão sonhada pelo Santo de Assis?
  4. Por fim, ousamos ainda interpelar: haveria, no fundo, motivos escusos no sentido de contribuir para a autodemolição do Corpo Místico de Cristo, conforme delatamos em nosso Manifesto-Denúncia? Neste caso, será que a Igreja outrora sustentada pelo Poverello estaria sendo hoje delapidada por seus próprios filhos?
    De resto, por que não pensar num ecumenismo de todos estes motivos? É inegável a verossimilhança desta ponderação…

Cabe, por fim, uma ponderação. Eis no tendencioso artigo do Mensageiro de Santo Antônio um dos frutos – certamente, nem o primeiro, nem o último – das otimistas concessões feitas pelos arautos centristas ao inimigo diante da perseguição que se avoluma no horizonte. Depois de umas semanas de aparente calmaria, pensavam eles que tudo entrava nos seus eixos e que sua diplomacia fora suficiente para acalmar os fariseus. Vã ilusão que não cessará de ser dissipada, pois o ódio dos maus não tem limites, e não diminuirá nem no momento em que, não fosse a proteção da Divina Providência, eles vissem o Bem banido da face da Terra.

Seja como for, forneceremos a seguir alguns elementos para auxiliar na resposta a estas indagações, ao rebater com galhardia leonina as objeções contra a Obra profética de Plinio Corrêa de Oliveira e de seu continuador Mons. João Scognamiglio Clá Dias.

Vale antes uma observação importante. A revista franciscana não poderá se eximir do conteúdo da reportagem assinada pela jornalista estreante, Karla Maria, colocada aqui como figura de proa. O Editorial confessa que o artigo representa a posição da publicação em busca de “transparência” (= glasnost) — como outrora Gorbachev implorava para o socialismo soviético. E para isso ouviu “a opinião de especialistas”.

Nesse cenário, quem seriam as pretensas autoridades utilizadas para blasfemar contra este carisma do Espírito Santo?

↑ Ir ao início ↑

II – Autoridades acima de qualquer suspeita?

Sabemos que a idoneidade de um escrito pode ser verificada pelas autoridades citadas. Vale o ditado: Dize-me com quem andas e te direi quem és.

Para a Ordem dos Frades Menores este quesito é fácil, pois produziu um rol de mais de 300 santos e beatos, além de múltiplos teólogos eminentes. Citamos aqui os principais:

São Boaventura, o Doutor Seráfico e o Beato Duns Scotus, o Doutor Sutil e Mariano, favoritos entre os franciscanos. Para o primeiro, o nosso conhecimento de Cristo ocorre de duas maneiras: pela Revelação e pela Autoridade (da Igreja), a qual não existiria sem a Revelação.[3]

O segundo se exprime de modo semelhante ao colocar, ao lado da Sagrada Escritura, divinamente inspirada, a autoridade da Igreja: “Não acreditaria no Evangelho, se antes não acreditasse na Igreja”.[4]

Ora, se esperaria que a invectiva franciscana se inspirasse ao menos em sua própria tradição. A despeito disso, a reportagem não cita como fonte nem a Sagrada Escritura — apesar da promessa do Editorial —, nem a autoridade do Magistério — a não ser indefinidas referências ao Vaticano II —, nem muito menos teólogos de boa reputação. Antes, pelo contrário, qual é a autoridade máxima para o Mensageiro de Santo Antônio? Ninguém menos que o ex-frade franciscano Leonardo Boff, vedete da teologia dita “da libertação” — ou, em suas palavras, do Marxismo dentro da teologia,[5] — e velho contendor da gloriosa, veraz e, por isso mesmo, perturbadora TFP.

Cumpre recordar brevemente seu histórico, a fim de pôr à prova a sua idoneidade.

A crônica franciscana o define como “teólogo, escritor e professor universitário, que já passou pelo crivo da Santa Sé” (p. 14).

Pois bem, se ser teólogo é possuir título acadêmico, não há razões para duvidar desta condição. Em contrapartida, se esta altíssima vocação exige “comunhão com o Magistério” para compreender a Palavra de Deus na Escritura e a sua transmissão pela Tradição,[6] como afirmar que o devoto de Che Guevara é autenticamente teólogo?

Analisemos por partes.

No livro revisto pelo Vaticano, Igreja: carisma e poder (1981) — cujo tom, de modo geral, é até mesmo “panfletário” e “impróprio para um teólogo”,[7] nas palavras de Ratzinger —, o neomarxista defende o primado da práxis como fundamento de seu credo. Entre os desvios doutrinários, mencionamos: 1. Jesus não fundou a Igreja; 2. o dogma só valeria para determinada época e circunstâncias; 3. a hierarquia é uma usurpação contra a comunidade de cristãos; 4. cabe à hierarquia somente a harmonização e coordenação da vivência religiosa.[8] Após uma primeira reprimenda, o frei vermelho continuou recalcitrando face às pacientes ressalvas da Congregação para a Doutrina da Fé guiada pelo Cardeal alemão. Foi logo condenado à condescendente pena de um ano de silêncio obsequioso, devido ao perigo “à sã doutrina da fé” que seu escrito causava.[9] Todos sabem que a penitência só não foi maior e mais rápida por pressão do clero filocomunista, que se servia dele como dócil megafone de seu ideário revolucionário.

Mais tarde, em 1990, a mesma Congregação apontou — ora, vejam! — “desvios de conduta” em três artigos de Boff publicados pela editora dos franciscanos, a Vozes, que foi e continua “boffiana”. Em 1992, o frade rebelde volta a desafiar o Vaticano ao publicar livro sem o imprimatur obrigatório, contrariando determinação da Santa Sé. Nesse mesmo ano rompe definitivamente com a Igreja — fora dela há mais liberdade para destruí-la… —, ao abjurar os votos religiosos e concubinar-se com uma divorciada, sem qualquer tipo de permissão. Mesmo assim continua a ministrar sacramentos.

O ex-frei se autodefine como “ecoteólogo de matriz católica”. Certa vez, perguntado se era ainda católico, dissimulou: sou “católico apostólico franciscano”.[10] Desnecessário desmascarar a ambiguidade e propósito dessas expressões… Como Lutero, ele não tolera a Igreja institucional,[11] porque “mente, é corrupta, é cruel e sem piedade”.[12] Para ele, Roma tem uma “ideologia totalitária”.

O discípulo de Marx também é a favor da eutanásia (afinal, “todos tem direito de morrer”), prega o fim do celibato para sacerdotes, a ordenação de mulheres em todos os graus, a ampliação da discussão sobre o aborto, a união civil de homossexuais,[13] além do apoio incondicional a todo sincretismo religioso. Para ele não existe inferno, pois “Deus-Mãe não teria uma caixa de lixo eterna, para onde jogaria os que não deram certo”.[14] E o purgatório? Pura invenção medieval…[15]

Boff já se sentou na cadeira dos réus da Inquisição e foi condenado. Agora ele se transveste não de inquisidor — pois, como sabemos, a Inquisição estava integrada na Igreja… —, mas de “sumo-algoz” dos Arautos.

Nessa conjuntura, o senso da fé ora brada em nosso interior: Com que autoridade?

Deixamos a resposta aos inúmeros católicos perplexos e de reta consciência que não faltam neste imenso Brasil… De qualquer forma, convidamos à redação do Mensageiro a aportar já neste ponto a sua “transparente” resposta.

Em prol da síntese, não ofereceremos a trajetória dos demais verdugos do tribunal franciscano. Basta citar o caso mais saliente, a saber, o do Côn. Antônio Manzatto.

A julgar pela quantidade de vezes que cita em suas obras o heresiarca Boff e outro censurado, o jesuíta Jon Sobrino,[16] et caterva, podemos intuir um pouco acerca de sua teologia (ou ideologia, se ele preferir).

De qualquer modo, o “especialista” convidado pelo Mensageiro é teólogo de formação. Sê-lo-ia também na prática? Considerando suas próprias palavras, a resposta só pode ser negativa. Pois se “o discurso teológico não é a acusação de outros — como afirmou certa vez — mas a participação no debate”,[17] como o pretenso catedrático pretende condenar os Arautos ao pelourinho? Ou julgaria ele que, sendo especialista na relação teologia-literatura, suas palavras fossem consideradas fábulas infantis?

Após considerar brevemente a “idoneidade” do júri franciscano, analisaremos a seguir o Syllabus das supostas “heresias” dos Arautos, convidando sempre à “transparência”.

↑ Ir ao início ↑

III – É possível ser católico e não acreditar na existência dos demônios?

O periódico franciscano reaquece a controvérsia-realejo acerca das orações de súplica realizadas pelo zelo apostólico que tanto caracteriza a atuação dos Arautos. A elucidação cabal dos fatos foi amplamente difundida por diversos meios de comunicação, entre os quais o rebate a Tornielli e a própria matéria difundida pelo Estado de S. Paulo, citada pela reportagem.

Dado o “grave” do assunto, conforme aponta o próprio Editorial (p. 4) do Mensageiro, se auspiciaria uma postura séria por parte da revista que se blasona em possuir o “melhor conteúdo católico do Brasil”. Pelo contrário, o tema é tratado de modo surreal, com base no “especialista” (em heresias?) Leonardo Boff.

Recordemos as próprias palavras do magistrado marxista: “O exorcismo pressupõe um tipo de teologia que confere demasiada importância ao demônio ‘como se ele fosse um concorrente de Cristo e não tivesse sido derrotado pelo Cristo morto e ressuscitado’” (p. 14).

Desnecessário muito discernimento para perceber o que há por trás da doutrina de Boff, e consequentemente de sua moral. O sumo-algoz dos Arautos — e, notem bem, da Santa Igreja — concretizou aqui um revolucionário “exorcismo” universal. No tribunal de seu ideário comunista, bateu o martelo: o demônio não existe. Na realidade, nunca existiu.[18] Pura invenção. Mas isso é compreensível: Seria possível que o mecenas do marxismo ateu sequer postulasse a existência de espíritos malignos? Pois bem, ironicamente, o Advogado do Diabo dos Arautos não acredita… no diabo.

Quanto à outra objeção, convenhamos, somente um satanista poderia julgar que o demônio é um “concorrente de Cristo”… Sem embargo, se o Maligno foi definitivamente eliminado por Jesus, segundo diz Boff, como explicar que Pedro recomende à sobriedade e à vigilância ante o “diabo” que “rodeia como um leão”? (I Pd 5, 8). E quem seriam os “filhos do diabo” de que fala São João (I Jo 3, 10)? Os que questionam a sua existência? Que Satanás é esse que impediu Paulo de visitar os tessalonicenses (I Ts 2, 8)? Tomando as categorias de Boff: Terá sido o “maltrato da Mãe Terra” que o interceptou? Ou seriam “as armas letais”, que nem existiam na era apostólica?

Por outro lado, tanto Boff quanto a revista se autoproclamam franciscanos. Desta feita, lhes indagamos: teria o diácono Francisco de Assis exorcizado o “abuso sexual por parte do clero” quando, de improviso, expulsava os demônios dos frades?[19] Ou ainda, seria plausível afirmar que a tentação que lhes acometia era provocada pela “agressão aos pobres”?[20]

Ademais, tanto o “especialista” teolibertário quanto o periódico se jactam pela fidelidade ao “espírito do Vaticano II”. Ora, retomando as categorias boffianas, interrogamos: nas palavras do Papa Conciliar, Paulo VI, teria sido a fumaça da “injustiça social” ou de Satanás que entrou na Igreja?[21]

Em conclusão, replicamos a opinião do ex-frade, elucidando “com transparência” que a teologia dos Arautos tem apenas um nome: católica. Por outra parte, diante deste cenário, qual seria a teologia do Mensageiro?

Já sabemos a resposta do povo autenticamente católico. Sem embargo, convidamos a revista, em prol da “transparência”, a responder de modo inequívoco às indagações acima.

Contudo, à luz do Evangelho — como invoca o Editorial —, rogamos apenas o seguinte: “seja o vosso ‘sim’, sim, e o vosso ‘não’, não. Pois o que passa disso vem do Maligno” (Mt 5, 37).

↑ Ir ao início ↑

IV – É possível ser católico aceitando apenas um Concílio e um pontificado?

A seguir o periódico passa para outro assunto, introduzindo-o com o esclarecimento: “a opinião desse teólogo [Boff] está distante daquilo que origina o pensamento da TFP e, consequentemente, dos Arautos do Evangelho”. Em que pese a evidência, agradecemos a ressalva. De fato, amamos a Igreja e não compactuamos com doutrinas alheias aos ensinamentos do Divino Mestre.

A reportagem recrimina Mons. João Clá por defender que “a desigualdade é natural e se reverte em benefícios para a sociedade”. A crítica é que ele se baseia na Rerum novarum de Leão XIII para extrair esta ideia. A razão da argumentação do fundador dos Arautos é fornecida pelo próprio artigo numa longa citação da encíclica, ora colocada no Index franciscano. Pelo trecho fornecido pela jornalista boffiana, não há necessidade de ulteriores comentários do ponto de vista teológico.

Seja como for, por que rechaçar a primeira encíclica social da Igreja Católica? Ora, será que o periódico tão “fiel ao Vaticano II” teria abolido ao mesmo tempo todo o Magistério pré-conciliar? Qualquer resposta cairia num círculo vicioso: o próprio Concílio referencia os papas anteriores, inclusive Leão XIII e a Rerum novarum

Para aqueles que renunciam a mais genuína Doutrina Social da Igreja, podemos oferecer argumentos puramente racionais, como o fez Plinio Corrêa de Oliveira em sua obra mestra Revolução e Contra-Revolução:

Santo Tomás ensina[22] que a diversidade das criaturas e seu escalonamento hierárquico são um bem em si, pois assim melhor resplandecem na criação as perfeições do Criador. […] Um universo de criaturas iguais seria um mundo em que se teria eliminado em toda a medida do possível a semelhança entre criaturas e Criador. Odiar, em princípio, toda e qualquer desigualdade é, pois, colocar-se metafisicamente contra os melhores elementos de semelhança entre o Criador e a criação, é odiar a Deus”.[23]

Na realidade, a igualdade utópica é apenas possível na mente transtornada de ditadores totalitários e seus sequazes. De nossa parte, é óbvio que não odiamos o Criador, tampouco a obra de Suas mãos. Amamos profundamente a Deus e, por isso mesmo, não almejamos uma sociedade cinzenta, sem famílias, sem Igreja, enfim, sem Deus.

Leão XIII

Surge, por fim, nova pergunta à “transparente” e “igualitária” redação do Mensageiro: é coerente o incenso incondicional a Francisco e a repulsa a priori de Leão XIII? Ou ainda: seriam também rasgadas as páginas de outros papas, como as epístolas de São Pedro, onde acusa os falsos doutores por suas “heresias perniciosas” e “doutrinas dissolutas”, por meio “discursos fingidos” (II Pd 2, 2-3)?

↑ Ir ao início ↑

V – É possível ser fariseu e católico ao mesmo tempo?

Inéditas estocadas surgem na página seguinte. Desta vez, o alvo principal da intentona franciscana é o hábito dos Arautos, introduzido agora, de modo inapelável, no paredón. Recorrem, como sempre, à cátedra magisterial do Heresiarca Boff, acolitada desta vez pelo Pe. Antônio Manzatto.

Pe. Antônio Manzatto

Com efeito, este sacerdote retorna à tese-realejo — esta sim fundamentalista — de excluir o legado da Igreja pré-conciliar. Na realidade, convém desvendar desde logo a tática revolucionária da anti-Igreja, cheia de slogans e palavras talismânicas,[24] que pretendem tergiversar conceitos e desviar o povo fiel. Para eles, o neobordão revolucionário no fundo seria: “Ame o Concílio e faze o que queres”…

O Pe. Manzatto acusa explicitamente na entrevista: “comportamentos e vestimentas que se pensava de museus de história voltaram ao presente e são facilmente encontrados em ambientes eclesiais atualmente” (p. 15).

Em primeiro lugar, vale recordar que o hábito usado pelos Arautos — na inteira conformidade com a Lei de Deus, da Igreja (CIC 669) e dos homens — foi aprovado pela Santa Sé guiada por Bento XVI, ainda vivo entre nós.

Por outro lado, considerando a quantidade cada vez mais escassa de religiosos, mundo afora, que de fato portam e rezam o rosário, usam com devoção o escapulário carmelita, que carregam a cruz não apenas no peito, mas também nos ombros, em prol de uma vida autenticamente sacrificada pelo Reino de Deus, podemos, de fato, concordar com o “especialista” no tocante aos hábitos confinados a museus.

Em contrapartida, será que o cônego estaria criticando veladamente — na própria revista franciscana! — aquela parcela dos frades menores que ainda usa um hábito pré-conciliar? Pior ainda, da Idade Média! Ou seria uma autocrítica para os raros momentos em que o cônego usa a casula romana e o barrete medieval? Estaria ele noticiando, em primeira mão, que renunciaria à dignidade que lhe confere o cabildo, em prol da “simplicidade”?

Ademais, é de se perguntar se o “especialista” em ficção também inclui na categoria de museus aqueles de arte contemporânea. Os de inspiração picassiana, por exemplo. Aí vários consagrados pós-modernos poderiam ser incluídos, como “os padres de passeata e as freiras de mini-saia”,[25] abraçados à moda, mas não aos ensinamentos da Igreja: “Não contribuais para esta tendência de retirar a Deus das ruas — exorta João Paulo II —, adotando vós mesmos modos seculares de vestir ou de se comportar”.[26] Nesse sentido, vale recordar as palavras de nosso primeiro fundador: “Dize-me como te trajas, e eu te direi quem és”.[27] Pois bem, convidamos a revista a responder com “transparência”: Pelas suas vestes, quem é Boff? Quem é o Pe. Manzatto? Quem é o diretor do Mensageiro, Frei Wilmar?

A seguir, o periódico passa a palavra ao sumo-algoz da teologia panfletária (nas palavras de Ratzinger, lembremos).

Como preâmbulo, cumpre recordar as palavras de Jesus aos escribas e fariseus: “Quem dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra!” (Jo 8, 7).

Será que o ideólogo da teolibertação aceitaria o desafio?

Sim. Aceitou. Farisaicamente, afirma que os Arautos seriam a encarnação — pasmem! — dos fariseus por seus “aparatos vistosos de roupas e símbolos”. O heresiarca conclui com a ladainha talismânica criptotalitária de sempre: “a proposta de Jesus é a simplicidade, a fraternidade entre todos, a humildade e não querer aparecer”.

Difícil desvendar o que o neomarxista entende por “simplicidade” neste contexto. Talvez tenha nostalgia dos bons tempos de noviço, quando lera a Regra do Poverello: “todos os irmãos se vistam com vestes baratas”.[28] Contudo, vale destacar que o hábito de muitos dos franciscanos é feito de lã, como fazem os Arautos, aliás, e sempre de modo artesanal… Não nos iludamos: A beleza é sempre mais econômica, porque ela toca na eternidade. Já a feiura — que se difere da autêntica pobreza — é sempre cara, pois será lançada para o lixo da história.

O contendor poderá rebater: ah, mas o hábito dos Arautos é “vistoso”… Ainda que o seja, convidamos o ex-frade — e os ainda frades — a se recordarem da Regra do Santo de Assis: “Eu os admoesto e exorto a que não desprezem nem julguem os homens que virem vestir roupas macias ou coloridas […], mas cada qual julgue e despreze antes a si mesmo”.[29]

Dessa demagogia, sim, condenou Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós em vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes” (Mt 7, 15).

Para os que carecem da fé da Igreja, oferecemos ainda um argumento puramente racional do velho Aristóteles, no comentário de São Tomás: “O Filósofo afirma que pode pertencer à jactância o fato de uma pessoa se utilizar de uma veste mais pobre do que exige seu estado.[30] Estas coisas exteriores são como que sinais de distinção: em qualquer exército a linha de frente porta o seu próprio distintivo, e isso não é presuntuoso”.[31] Para que fique claro: o nosso hábito é antes de tudo interior. É a veste feita de “fortaleza e dignidade”, que fala os Provérbios (31, 25). E para provar esta tese, basta recordar o complemento da frase sobre as vestes de ovelhas: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7, 16).

Logo, temos certeza que estas calúnias autenticamente farisaicas não encontrarão eco no autêntico redil de Cristo — talvez sim em algum gulag de “matriz católica” —, pois o rebanho de Deus sabe discernir a voz do Pastor: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz” (Jo 10, 27). Também percebem quem são os mercenários com cheiro de ovelha e os lobos com pele de ovelha (cf. Jo 10, 1-16).

Em conclusão, nascem as seguintes inquirições aos sempre “transparentes” franciscanos: Estariam eles queimando a própria Regra, junto com a aprovação pontifícia do hábito dos Arautos? Quem seriam, então, os fariseus que se aparentam idôneos, “mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão”? (Mt 23, 27). Com honestidade, os frutos do periódico são “alegria, amor e paz” (Gl 5, 22) em relação aos Arautos?

↑ Ir ao início ↑

VI – É possível ser católico e anticatólico ao mesmo tempo?

Os Arautos são agora alvejados, maliciosamente, pela inspiração medieval e conservadora que os animaria de modo incondicional. É a velha tática de colar etiquetas depreciativas no adversário, enaltecendo-se a si mesmos, pari passu, com slogans “avançados” do tipo: somos “pós-conciliares”, “modernos”, “progressistas”, etc. No fundo, a moral implícita é inversa da anterior e está toda aqui: “Despreze tudo o que veio antes do Concílio, e faze o que queres”.

Pena que a “séria” e “transparente” reportagem coloca uma cortina de ferro no passado da Igreja. Mas também na história da obra pliniana.

Vale mencionar que Plinio Corrêa de Oliveira não apreciava a Idade Média simplesmente porque ela era “medieval”. Sua admiração se dirigia, sobretudo, ao que ela contribuiu para o estabelecimento da genuína Civilização Cristã. Esta postura vale para qualquer outro período, como o Ancien Régime, que igualmente admirava naquilo que frutificou graças ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Caso contrário, tratar-se-ia de um mero “arqueologismo”.[32] Ou “museu”, se preferir.

Por outro lado, ao contrário do que pensam seus opositores, Dr. Plinio esclarece: “A Contra-Revolução é progressista? Sim, se o progresso for autêntico. E não, se for a marcha para a realização da utopia revolucionária. […] A Contra-Revolução é condição essencial para que seja preservado o desenvolvimento normal do verdadeiro progresso, e derrotada a utopia revolucionária, que de progresso só tem aparências falaciosas”.[33]

Pois bem, é curioso que o periódico franciscano, nas páginas seguintes (p. 16-21), exalte tanto a “pré-conciliar” (pseudo)Reforma Luterana. Ao lado de São Francisco e São Domingos — “reformadores católicos” —, vários “reformadores” excomungados, como Huss, Wycliffe e Lutero, são emparelhados como se fossem declarados os novos santos. De que Igreja, porém?

Em que pese a ponderação acima sobre a Idade Média, tampouco podemos descarta-la a priori. Sem ela, não existiria o português nem a escrita romana cursiva e as minúsculas como veículo para os franciscanos se comunicarem. Sem ela, não teríamos os títulos acadêmicos dos “especialistas”, estampados orgulhosamente pela revista. Sem ela, não teríamos a produção de papel em série nem a imprensa, por meio da qual o periódico é publicado. Sem ela, dói-nos dizer, não existiria o Mensageiro

É fácil destruir o passado; difícil é construir um futuro coerente. É fácil fazer parte do plano da anti-Igreja; difícil é sustenta-la mesmo quando seus supostos filhos a depredam por dentro.

Em suma, não poderíamos deixar de levantar a pergunta “transparente”: é possível ser católico e anticatólico ao mesmo tempo?

Por fim, convidamos ao periódico a publicar também matérias “transparentes” a respeito da própria Ordem Seráfica. Mas que sejam, desta vez, fatos realmente verídicos. Quem sabe ele se animaria a publicar, apenas para dar um exemplo entre milhares, o horrendo caso de abuso de menores por parte dos frades franciscanos de Santa Bárbara (EUA), em que um dos padres confessou ter molestado cerca de 250 meninos?

↑ Ir ao início ↑

VII – É possível ser católico sem praticar os mandamentos?

Como dissemos, a entrevista se indaga a respeito do crescimento dos Arautos.

Em primeiro lugar, o Pe. Manzatto coloca a velha pecha de que estaríamos unidos à “extrema-direita”. Vale recordar, contudo, que desde os velhos tempos do Legionário, órgão oficioso da Arquidiocese de São Paulo, Dr. Plinio sempre rechaçou e combateu arduamente tanto o Nazismo quanto o Fascismo. Este tipo de reflexão, a bem da verdade, nem entra em nossas cogitações. A nossa preocupação é estar, isto sim, à direita de Deus no Paraíso – para o qual é indispensável uma entrega sem descanso –, mas não sem antes colocar os seus inimigos como escabelo de seus pés (cf. Sl 110, 1).

Pe. José Carlos Pereira

Em segundo lugar, o Pe. José Carlos Pereira, na conclusão, atribui o desenvolvimento da Associação ao fato de que ela “promete algo estável em um mundo de valores movediços e efêmeros”. A tese é sustentada pelo lugar-comum de Bauman, a dita “modernidade líquida”.

Contudo, a razão do crescimento da obra pliniana supera de todo essa doutrina.

Então por que os Arautos atraem?

Convenhamos: ninguém ignora que a opinião pública rechaça cada vez mais os “líquidos” padres anticlericais. Não suporta mais os “modernos” eclesiásticos sem Igreja. Não quer mais religiosos sem religião. Nem falemos — oh dor! — daqueles que tramam para flagelar e crucificar o Corpo Místico de Cristo… E isso, infelizmente, também pelos que dele fazem parte.[34]

Não há maior transparência que ter como verdadeira segurança a rocha inabalável da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana.

Por isso, antes de tudo, o povo deseja para si ministros de Deus que sejam de fato “imitadores dos apóstolos”. As ovelhas do Senhor buscam, isto sim, “almas sempre prontas a obedecer a Deus e a tudo sofrer por ele”. Querem elas ver na Igreja, autênticos “sacerdotes livres de vossa liberdade, desprendidos de tudo”. Desprezam os hipócritas e amam os “verdadeiros servos e devotos da Santíssima Virgem”. Creem na vinda de “sacerdotes todos de fogo, por cujo ministério seja renovada a face da Terra”. Para isso bastam “arautos que anunciem a palavra do Senhor com grande força”, como um “batalhão de leões destemidos entre tantas lebres tímidas”.[35]

↑ Ir ao início ↑

Conclusão

Ante os fatos aqui elucidados, já sabemos o que pensam os corações sensíveis à graça de Deus. Por outra parte, convidamos ao Mensageiro do Santo “Martelo dos Hereges” a aportar a sua réplica sempre “transparente” às nossas indagações. Seja como for, temos de agradecer à direção da revista pelas calúnias aqui apresentadas. A crítica injusta de um “especialista” como Boff é um elogio inigualável.

Mas, atenção! Não nos iludamos: o núcleo da reportagem revela algo que vai muito além a uma querela contra os Arautos. Trata-se do plano para a destruição da Santa Igreja. E esse plano é mais articulado do que se imaginava… Não haverá, contudo, intimidação ou impostura que nos impedirá de defendê-la com todas as veras de nossas almas. Foi para ela que nascemos e por ela morreremos!

Não permitiremos, portanto, que a “abominação da desolação” (Mt 24, 15) continue a revirar os altares sob pretextos espúrios.

Não admitiremos a depredação lenta, mas ladina desta rocha inabalável, pois palpitam em nossos corações a promessa divina: “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16, 18)!

Por fim, não aceitaremos que neofariseus continuem a dar curso à perseguição sanguinolenta aos membros do Corpo Místico de Cristo! O leão rompante continuará desmascarando, sem tréguas, o lobo com pele de ovelha. Para isso, teremos bem presentes as palavras de Dr. Plinio:

Lutaremos com a nossa lógica, lutaremos com nossa energia, lutaremos com nossa capacidade de difusão, com nossa capacidade de proclamação, com nossa capacidade de ficarmos impávidos, de pé e altivos diante de todas as pressões! Lutaremos, sim, com altivez! com fé! Lutaremos de Rosário na mão, ajoelhados, pedindo a Nossa Senhora: Maria Santíssima, nunca se ouviu dizer que os que defendem Vossa causa fossem por Vós desamparados. No fim, Vós realizareis a Vossa promessa e Vosso Imaculado Coração triunfará! Lutaremos contra todas as aparências de vitória do adversário. Sim, nós lutaremos!Plinio Corrêa de Oliveira (36)

Confiamos a nossa intrépida defesa da Santa Igreja e deste carisma do Paráclito ao glorioso Patriarca São José. Que Ele os proteja ambos de um novo massacre dos inocentes, como dele outrora preservou corajosamente o Menino Jesus.

↑ Ir ao início ↑


[1] S. Boaventura. Legenda maior, IV, 5 (FF 1072): “Evangelicus praeco”.

[2] A modo de amostra, entre as obras franciscanas auxiliadas pelo Fundo de Ajuda Misericórdia dos Arautos, mencionamos: o Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças, em São Gonçalo (RJ) e o Mosteiro do Santíssimo Sacramento das Irmãs Clarissas, em Canindé (CE)

[3] S. Boaventura. Cristo mestre único de todos, 2 (ed. BAC I, 678-679).

[4] Cf. Beato Duns Scotus. Ordinatio I d. 5 (ed. Vat. IV, 24-25) apud Bento XVI, Carta apostólica por ocasião do VII centenário da morte do Beato João Duns Escoto, 28/10/2008.

[5] Cf. Boff, Leonardo. “Marxismo na teologia”. In: Jornal do Brasil, caderno especial, 6 de abril de 1980, p. 2. Cf. também: Rodrigues, Paulo. Igreja e anti-igreja: teologia da libertação. São Paulo: T.A. Queiroz, 1985, p. 27.

[6] Cf. Congregação para a Doutrina da Fé. Instrução Donum veritatis, sobre a vocação eclesial do teólogo, n. 6.

[7] Ratzinger, Joseph. Carta a Revdo. P. Leonardo Boff, OFM, 15 de maio de 1984. In: Boff, Leonardo. Igreja: carisma e poder. Ensaios de Eclesiologia Militante. Inclui apêndice com os documentos do processo doutrinário. São Paulo: Ática, 1994, p. 270.

[8] Cf. Silva, Francisco de Assis da. “Libertatis Conscientia”: a retórica do Vaticano em face da Teologia da Libertação. In: Halliday, Tereza Lúcia (ed.). Atos retóricos: mensagens estratégicas de políticos e igrejas. São Paulo: Summus, 1987, p. 104.

[9] Congregação para a Doutrina da Fé. Notificação sobre o livro “Igreja: carisma e poder. Ensaios de Eclesiologia Militante, 11 de março de 1985, conclusão.

[10] Crivellaro, Débora. Entrevista com Leonardo Boff: “O Papa deveria renunciar”.

[11] Ratzinger, Joseph. Carta ao Revdo. P. Leonardo Boff, OFM, 15 de maio de 1984. In: Boff, Leonardo. Igreja: carisma e poder. Op. cit., p. 275.

[12] AA.VV. Entrevista com Leonardo Boff: Igreja mente, é corrupta, é cruel e sem piedade”.

[13] Alencar, Kenneddy No ‘É Notícia’, Leonardo Boff opina sobre temas polêmicos, como aborto e eutanásia

[14] Boff, Leonardo. Deus tem caixa de lixo?

[15] Cf. Boff, Leonardo. A passagem pela clínica de Deus.

[16] Congregação para a Doutrina da Fé. Notificação sobre as obras do P. Jon Sobrino S.I. 26 nov. 2006.

[17] Manzatto, Antonio. The theologian, Responsible for the World. Ciberteologia – Journal of Theology & Culture. Ano II, n. 10, p. 71b.

[18] Cf. “Debate de Dom Estêvão Bettencourt com Leonardo Boff”. Jornal do Brasil, 18 de Fevereiro de 1996 – Caderno B.

[19] Cf. por exemplo: Tomás de Celano. Vida segunda, cap. LXXVI (FF 697, tr. port. in: Fontes Franciscanas e Clarianas. Petrópolis: Vozes, 2014, p. 371): “Move-se para com ele [um irmão atormentado] a piedade do pai [Francisco] e, percebendo que ele era molestado por impulsos malignos, diz: ‘Ordeno-vos, demônios, pelo poder de Deus, que não ataqueis mais meu irmão como até agora ousastes’”. Cf. também: ibid., cap. LXXIV (FF 695, tr. port. p. 369-370): Como [Francisco] expulsou os demônios de Arezzo pela força da palavra através de Frei Silvestre.

[20] Cf. por exemplo: Tomás de Celano. Vida segunda, cap. LXXXII (FF 703, tr. port. p. 375-376): Como o demônio chamando-o, o tentou com relação à luxúria: e como o santo superou.

[21] Paulo VI. Discurso de 26 de junho de 1972.

[22] Cf. Contra os Gentios, II, 45; Suma Teológica, I, q. 47, a. 2.

[23] Corrêa de Oliveira, Plinio. Revolução e Contra-Revolução. 5ª ed. São Paulo: Retornarei, 2002, p. 71.

[24] Sobre isso cf.: Corrêa de Oliveira, Plinio. Baldeação ideológica inadvertida e Diálogo. Catolicismo, n. 178-179, out-nov. de 1965.

[25] Corrêa de Oliveira, Plinio. A Igreja ante a escalada da ameaça comunista: apelo aos bispos silenciosos. São Paulo: Vera Cruz, 1976, p. 53.

[26] João Paulo II. Aos capitulares dos missionários combonianos, 24/6/1979 apud Augé, Matias. El hábito religioso: historia, psicologia, sociologia. Madrid: Claretianas, 2011, p. 75.

[27] Corrêa de Oliveira, Plinio. O traje, espelho de uma época. Catolicismo, n. 20, ago. de 1952, p. 7.

[28] São Francisco de Assis. Regra não bulada, cap. II (FF 8, tr. port. cit. p 167); Regra bulada, cap. II, 17 (FF 81, tr. port. cit. p 159).

[29] Idem. Regra bulada, cap. II, 18 (FF 81, tr. port. cit. p 159).

[30] Cf. Aristóteles. Ética a Nicômaco, IV, 1127b27-28. Cf. também: Sent. Eth., IV, c. 15; S. Th., II-II, q. 113, a. 2, ad 2.

[31] São Tomás de Aquino. Sermão Attendite a falsis prophetis, p. 221-222, v. 374-379 (ed. Leon.).

[32] Cf. Corrêa de Oliveira, Plinio. Revolução e Contra-Revolução. Op. cit., p. 102.

[33] Cf. ibid., p. 103-104.

[34] Cf. Paulo VI. Alocução aos alunos do Seminário Lombardo (Insegnamenti di Paolo VI, vol. 6, p. 1188) cit. in Corrêa de Oliveira, Plinio. Revolução e Contra-Revolução. Op. cit., p. 219.

[35] São Luís Grignion de Montfort. Prière embrasée [Oração abrasada]. In: Œuvres Complètes, Paris: Seuil, 1966, p. 673-688. N.B.: Todas as palavras são, apesar de condensadas, do próprio santo francês.

[36] Conferência para Correspondentes e Esclarecedores. São Paulo, 27/1/1985.

Residuum Revertetur

Perfil Oficial

Últimos posts por Residuum Revertetur (exibir todos)

Categorias

Português

Tags

%d blogueiros gostam disto: