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Crislã: Fé cega no terrorismo cego

Por fim, o Ocidente começa a perceber que o Islã é de fato uma religião de paz. Custaram longos 14 séculos desde Maomé, enfim… Antes tarde do que nunca. Até que não está mal, considerando que demorou dois milênios para a redefinição do adultério em discordância com os Evangelhos. Sinal dos tempos…

Para esclarecer este pressuposto, basta firmar algumas convicções. Assim, devemos agora crer que o manancial das práticas islâmicas, o Corão, é um “livro profético de paz”, opondo-se a qualquer violência. Além disso, é necessário acreditar que os recentes atentados são simples efeitos do “terrorismo cego”.[1] Evidente que há inumeráveis fontes que contradizem essas teses, mas não importa. É necessário crer, custe o que custar, que tudo não passa de “islamofobia”.

Conforme estes ditames, propõe-se a seguir uma nova proclamação de fé. A fé do Crislã.

Apesar da ocorrência de mais de 31 mil ataques terroristas em nome de Alá desde 11 de setembro (2001)[2], creia: o Islã é uma religião de paz.

Apesar de que 9 entre os 10 países que mais perseguem os cristãos serem de maioria muçulmana e a perseguição ocorrer justamente por causa disso[3], creia: o Islã é uma religião de paz.

Embora 86 % dos maometanos da Malásia, 99 % do Afeganistão, 91% do Iraque e 86 % de Níger serem a favor da Sharia [jurisprudência islâmica][4]-[5], creia: o Islã é uma religião de paz.

Ainda que 86 % dos egípcios aderentes da Sharia defendam a pena de morte para os apóstatas do Islamismo [6], creia: o Islã é uma religião de paz.

Mesmo que 89 % dos paquistaneses adeptos da Sharia advoguem o apedrejamento para casos de adultério [7], creia: o Islã é uma religião de paz.

Apesar de 4 em cada 10 palestinos e 3 em cada 10 egípcios muçulmanos julgarem que atentados terroristas suicidas podem ser justificados [8], creia: o Islã é uma religião de paz.

Pois bem, fala-se ultimamente de uma reformulação no Código de Direito Canônico em adaptação aos novos ventos do Magistério.[9] Nesse sentido, quem sabe seria o caso de propor também uma reformulação do Credo?

De fato, crer que a religião de Maomé é pacífica requer fé que move montanhas. Não me refiro, é claro, às cordilheiras afegãs sacudidas pela Jihad do Taliban. Trata-se, de fato, de uma fé cega de que os atentados não passam de terrorismo cego. Mas não desista: nada é impossível à imaginação disposta a acreditar em tudo, mesmo em absurdos.


[1] “O verdadeiro Islão e uma interpretação adequada do Alcorão opõem-se a toda a violência”. Cf. Francisco. Exortação apostólica Evangelii gaudium, n. 253; Conferência de imprensa no voo de regresso da Turquia, 30 de novembro de 2014; twit de 19 de agosto em @Pontifex_pt por ocasião dos últimos atentados: “Que a violência cega do terrorismo não encontre mais espaço no mundo”.

[2] Cf. https://www.thereligionofpeace.com/

[3] Cf. Torres, Daniel Chagas. A Cristofobia no Século XXI: Entendendo a Perseguição aos Cristãos no Terceiro Milênio. Charleston: Createspace, 2015.

[4] Isso implica em inúmeras regras oriundas da Sunnah, ou seja, segundo o que o próprio Maomé legou na Hadith (tradições). Exemplo: (o1.2) “Não há pena para um muçulmano que mata um não muçulmano”; Pena para roubo: (o14.1) “A mão direita deve ser amputada”; (o9.1) “a Jihad é uma obrigação comum”; (o12.2) “a pena para adultério é o apedrejamento”.

[5] Pew Research Center. The World’s Muslims: Religion, Politics and Society, 2013, p. 15 Online: http://assets.pewresearch.org/wp-content/uploads/sites/11/2013/04/worlds-muslims-religion-politics-society-full-report.pdf

[6] Ibid., p. 55.

[7] Ibid., p. 54.

[8] Ibid., p. 70.

[9] Ariza, Gabriel. Destacado teólogo dominico propone reformar el Derecho Canónico para enmendar los errores doctrinales del Papa. Infovaticana


Ver também:

Los Imanes que predican el odio

 

 

Bruno Lanteri

Seguidor de Plinio Corrêa de Oliveira, colocando a esperteza a serviço da Contra-Revolução: "Desmascarar um erro diante de um grande público é insigne obra de caridade" (Plinio Corrêa de Oliveira, 1956).

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