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Francisco: “é preciso sempre antepor a segurança pessoal à nacional”

Recente documento de Francisco (Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados)  deixou o mundo sem fala: “é preciso sempre antepor a segurança pessoal à nacional”. Surpreendente princípio suicida num mundo globalizado, onde o terrorismo não deixa de atormentar todos os povos de Occidente. O que move a Francisco a tal idéia? Deixamos com o vaticanista Marco Tosatti o comentário:

 

O outro ponto — mas há muitos, nesta carta ideológica projetada para um mundo irreal — é sobre a integração. “A integração não é uma assimilação, que induz a suprimir ou esquecer sua própria identidade cultural”. Mas Santidade, o problema da Europa e, em geral, do mundo ocidental, é precisamente este: o fato de uma certa cultura não ter desejo de se abrir e de se integrar cria, antes, dentro de si sociedades certamente abertas e acolhedoras como a de “Belgistão” ou “Londrestão”, e assim por diante. Diga-se de passagem a realidade em países como a Suécia, tão aberta que não se pode escrever nos jornais a nacionalidade dos criminais para não incitar o racismo, e onde algumas áreas das grandes cidades estão fora do controle do estado.

Santidade, eu entendo que a Europa e o Ocidente não lhe sejam simpáticos, mas de qualquer forma são uma cultura que tem dado muito ao mundo, e que tem o direito de se protegerem e serem protegidos, como os Quéchuas e outros grupos étnicos indígenas. Ou não?

Marco Tosatti


Terroristas pretendiam detonar bomba na Sagrada Família

Obra-prima de Gaudí em Barcelona seria alvo do ataque, frustrado pela explosão acidental em Alcanar

Catedrak da Sagrada Familia em Barcelona

Catedral da Sagrada Familia em Barcelona (iStockphoto/Getty Images)

Mohammed Houli Chemlal, o suspeito ferido na explosão acidental em uma casa de Alcanar, (200 quilômetros ao sul de Barcelona) na noite anterior aos ataques na capital catalã e em Cambrils, afirmou nesta terça-feira, em audiência no tribunal em Madri, que tinha como objetivo detonar explosivos na Sagrada Família e em outros monumentos em Barcelona, informou o jornal espanhol El Mundo.

De acordo com o veículo, fontes legais presentes durante o interrogatório de Chemlal disseram que ele ratificou informações que havia fornecido à polícia quando foi preso, em quase uma hora e 20 minutos de depoimento. Chemlal confirmou que o grupo de terroristas preparava ataques de “grande alcance” em Barcelona e que a explosão em Alcanar aconteceu quando manipulavam material para fabricação de bombas.

Os atropelamentos em Barcelona e Cambril, que deixaram 15 pessoas mortas na última quinta-feira foram uma alternativa improvisada de seguir com o plano de realizar um ataque depois de o incidente Alcanar frustrar o objetivo inicial de detonar os explosivos na cidade.

Os quatro suspeitos presos acusados de pertencer à célula terrorista responsável pelos  foram levados nesta terça-feira ao tribunal para interrogatório. Os outros oito integrantes do grupo morreram, seis deles abatidos pela polícia e dois na de Alcanar onde fabricavam os explosivos.

Os detidos, Driss Oukabir, Mohammed Aallaa, Mohamed Houli Chemlal e Salh El Karib, foram levados em camburões da Guarda Civil escoltados por carros da polícia.

As audiências acontecem a portas fechadas, sem acesso da imprensa. Todos os suspeitos têm o direito de permanecer calados diante das perguntas dos promotores. Depois dos interrogatórios, o juiz deve determinar quais acusações apresentará contra os acusados pelos atentados.

Paulo de Tarso

Alguém que, como o Apóstolo, examina tudo e fica com o que é bom (Cf.I Ts, 5,21).
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