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Ecumenismo selvagem ou catolicismo pagão?

 

“Se Deus não existe, tudo é permitido”, ponderava a famosa citação de Dostoiévski.

Coloquemos agora uma questão paralela a esta: “Se não há religião verdadeira, tudo é válido?”

Em outras palavras: Se posso adorar Pacha Mama — deusa máxima dos índios andinos —, o que me impede de adorar um totem, uma mosca ou um rato como deus?

Se posso adorar um totem como deus, o que me impede de idolatrar ao diabo?

Se todas as religiões são válidas, por que não admitir o satanismo?

Intransigência? Não. Nada de mais lógico…

O reto ecumenismo parte da busca honesta da verdade, jamais no rebaixamento das convicções evangélicas. Parte de um diálogo racional, jamais numa imposição violenta.

O prudente teólogo católico sabe discernir as “sementes do verbo” em outras religiões e a partir delas empreender um diálogo sadio. O discurso de Paulo no Areópago nos revela a sua sabedoria em se aproximar dos pagãos atenienses e indicar com verdadeiro zelo quem era aquele “Deus desconhecido” (At 17, 22-34). Posteriormente muitos outros doutores e santos, como São Justino já nos ensinaram o reto caminho ecumênico.

Voltando às perguntas iniciais acrescentemos: se disposto estou a aceitar até a falsidade “em favor do Cristianismo”, como posso ser membro do Corpo Vivo que é Igreja, “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3, 15)?

Sabemos que uma gota de veneno corrompe toda a bebida. Uma semente de erro de uma falsa doutrina leva à morte.

E se o Cristianismo é equiparado ao erro ou ao paganismo? Então Jesus morreu em vão para nos dar a verdadeira vida.

Cardeal Gianfranco Ravasi cultuando a “Pacha Mama”

 

 

Bruno Lanteri

Seguidor de Plinio Corrêa de Oliveira, colocando a esperteza a serviço da Contra-Revolução: "Desmascarar um erro diante de um grande público é insigne obra de caridade" (Plinio Corrêa de Oliveira, 1956).

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